domingo, 14 de abril de 2013

Ceará Sporting Club



Clássicos Clássico-Rei • Clássico da Paz
Estádios Estádio Castelão • Presidente Vargas • Estádio Vovozão
Torcidas Cearamor • Movimento Organizado Força Independente • Setor Alvinegro • Ceará Chopp • Cangaceiros Alvinegros
Competições Campeonato Cearense • Copa do Brasil • Copa do Nordeste • Brasileirão - Série A
Movimentos e projetos Projeto Ceará 2000 • Sou Mais Ceará • Ceará Unido
Grandes títulos
Vice-Campeonato da Copa do Brasil: 1994
Torneio Norte-Nordeste: 1969
Penta-Campeonato Cearense: 1915 • 1916 • 1917 • 1918 • 1919
Tetra-Campeonato Cearense: 1975 • 1976 • 1977 • 1978
Tetra-Campeonato Cearense: 1996 • 1997 • 1998 • 1999
Temporadas 2009 • 2010 • 2011 • 2012 • 2013 • 2014

O Ceará Sporting Club (conhecido apenas por Ceará e cujo acrônimo é CSC) é um clube de futebol brasileiro. Sua sede situa-se em Fortaleza, no estado do Ceará. Seu mascote é o "Vovô" e seu estádio oficial é o Carlos de Alencar Pinto, apelidado pela torcida como Vovozão, com capacidade para 3.000 pessoas. O alvinegro, porém, manda os seus jogos no Estádio Castelão, do Governo do Estado do Ceará (fechado para obras da Copa do Mundo de 2014) e no Estádio Presidente Vargas, da Prefeitura de Fortaleza (capacidade de 20.166 pessoas).

O Ceará é o clube cearense melhor colocado, e o que mais cresce no Ranking da CBF, ocupando o 21º lugar geral, com 8.088 pontos, sendo sua melhor colocação no Campeonato Brasileiro da Série A de 1964, quando foi 3º colocado. Fez a melhor campanha de um clube cearense na Copa do Brasil (2º na edição de 1994). Possui a maior torcida do estado, sendo a quarta maior do Nordeste[3][4], segundo a Pluri[5], o IBOPE[6], o Datafolha[7] e a Ipsos Marplan[8]. Também é o clube cearense que mais leva torcedores aos estádios e o que mais arrecada em competições estaduais e nacionais. Levou mais de 2,8 milhões de pessoas aos estádios, nos últimos 6 anos, número 63% maior do que seu rival. Também há números expressivos de torcedores alvinegros no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Norte, Paraná e Distrito Federal.

O Vozão possui hoje o 10º maior programa sócio-torcedor do Brasil, sendo o maior do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com mais de 25 mil sócios cadastrados adimplentes e inadimplentes[9][10].

O alvinegro foi o único time do estado a conseguir renda superior a 1 milhão de reais em apenas uma partida. O feito foi conseguido duas vezes, sendo assim as duas maiores rendas do estado, ambas em 2010.

É o único clube do Estado e um dos únicos do Brasil que nunca participaram da Série C do Campeonato Brasileiro. Sendo o Ceará e o Sport os únicos clubes do Nordeste que nunca participaram da Terceira Divisão do futebol brasileiro. É também, o clube cearense que mais participou da Série A do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, além de ser o que mais venceu o Campeonato Cearense, 41 vezes, sendo uma vez pentacampeão, duas vezes tetracampeão e uma vez tricampeão.

O Alvinegro de Porangabuçu também garante a hegemonia no estado por ser o único time a ter participado de uma competição internacional oficial, a Copa Conmebol de 1995 e a Copa Sul-Americana, em 2011.

Em uma pesquisa realizada pela Pluri Data, em 2011, confirmou que o Ceará é o 18º clube mais valioso do país, sendo o 2º do Nordeste, perdendo apenas para o Bahia[11].



História
1914 – Surge o Ceará Sporting Club


No estado do Ceará, o foot-ball teve seus primeiros passos dados por marinheiros e funcionários de empresas inglesas instaladas no estado em 1903. Em 1904, José Silvério, jovem estudante na Suíça, trouxe a primeira bola oficial para o estado. Logo o futebol tornou-se paixão popular; não demorou muito e surgiram inúmeras equipes.


No dia 2 de junho de 1914, caminhando pelo centro de capital do estado Fortaleza, Luís Esteves Júnior e Pedro Freire conversavam sobre diversos assuntos, principalmente sobre política internacional. Após chutar uma pedra no meio do caminho, começaram a falar sobre futebol, surgindo a ideia de fundar um clube. Ao encontrar colegas no Café Art Nouveau, na Praça do Ferreira, a ideia da dupla foi se concretizando. Ainda no mesmo dia, a turma se reuniu na residência de Luís Esteves. As 22 pessoas (há quem fale em 18 e em 25) escolheram o nome do clube como Rio Branco Football Club, com camisas de cor roxa e calções brancos, semelhantes ao uniforme da atual ACF Fiorentina, da Itália (que seria fundada em 1926 e cujas vestimentas, portanto, não influenciaram as cores do time cearense). Gilberto Gurgel, comerciante da Praça do Ferreira, foi eleito o primeiro presidente e promoveu-se uma coleta entre os associados, visando a arrecadar fundos para comprar uma bola oficial número 5. Foram arrecadados cerca de 22 mil réis, uma quantia razoável e que mostra a boa condição social dos fundadores do clube.


Numa outra reunião, exatamente um ano depois, foi escolhido mudar o nome do time para Ceará Sporting Club e, devido a dificuldade de se obter camisas na cor roxa, mudou-se as cores do uniforme para preto e branco[12][13].


Não se sabe bem o porquê da escolha do nome Rio Branco. Provavelmente uma homenagem ao famoso diplomata brasileiro Barão do Rio Branco, falecido em 1912. O nome reflete, contudo, a dureza, as dificuldades da época e as esperanças de um futuro melhor; queria-se um Rio Branco de águas limpas, transparentes para se banhar e aproveitar o vento e o sol. O nome Ceará relaciona-se a um aumento do regionalismo, uma consequente desilusão da Belle Époque, advinda com a Primeira Guerra Mundial. As cores alvinegras evidenciavam igualmente o momento: o branco da paz, a que homens almejavam naquele instante de guerra, mais ainda. Quanto ao preto, há uma significância toda especial: sabe-se que tal cor, por séculos associada ao luto e a morte, foi transformada pela nobreza absolutista da idade moderna e sobretudo pelas elites num tom solene de elegância, gala, luxo, força, poderio e aristocracia. Assim foram misturados no Ceará Sporting Club o poder, a nobreza e a ternura.
1915 à 1919 – A hegemonia no Ceará







Time campeão estadual em 1915.


Uma grande façanha do Ceará foi a conquista do pentacampeonato de 1915 a 1919, sob a égide da Liga Cearense Metropolitana de Futebol (LCMF), a primeira entidade gestora do esporte local. Ao lado de Stella Foot-Ball Club, Rio Negro e Maranguape Sport Club e sob a chancela da LCMF, o Ceará disputou o primeiro certame metropolitano sobre solo cearense.


O Campeonato de 1915 foi disputado por Ceará, Maranguape, Rio Negro e Stella. Na final, no Campo do Prado, o Ceará bateu o Stella por 2 a 1, com gols marcados por Humberto Ribeiro e Pacatuba. Nesse ano o Ceará sagrou-se campeão invicto e sofrendo apenas dois gols. Em 1916, o Riachuelo se juntou aos outros times na disputa do título. Na final, o Ceará derrotou o Maranguape por 2 a 0, com dois gols de Walter Barroso. No Campeonato de 1917, o Riachuelo foi substituído pelo Hespéria Atlético Clube. No Campo do Prado, o Ceará sagrou-se novamente campeão, após bater o Stella por 1 a 0, com gol marcado por Gotardo.


Em 1918, o campeonato foi disputado por apenas quatro clubes — Ceará, Fortaleza, Rio Negro e Hespéria. O Ceará derrotou o Fortaleza na final por 2 a 0, gols de Walter Barroso e Enoch. O campeonato de 1919 foi disputado por Bangu,Ceará, Fortaleza, Guarany e Hespéria. Foi nesse ano que o Ceará sofreu a primeira derrota de sua história, perdendo por 1 a 0 para o Guarany. Na final, novamente disputada entre Ceará e Fortaleza, o time alvinegro acabou vencendo nos minutos finais. Estando perdendo por 1 a 0, o Ceará conseguiu a virada com dois gols de Walter Barroso, sagrando-se pentacampeão cearense de futebol, com a defesa menos vazada e o melhor ataque[14][15]. Primeiro título - 1915


Na edição de 9 de novembro de 1915, o Diário do Estado relata a vitória do Alvinegro assim: “Effectuou-se domingo último no field do bairro do Bemfica o anuciado jogo de foot-ball entre as poderosas equipes do Stella Foot ball Club e Ceará Sporting Club. A numerosa assistência que enchia as archibancadas do Stella teve incontestavelmente a magnífica oportunidade de assistir ao lindo jogo desses fortes elevens, cheio de phases e lances lindos”.


“Terminou esse interessante match com o resultado favorável ao Ceará, que conseguiu marcar mais um goal do que o seu adversário. O primeiro foi shutado por Humberto Ribeiro, capitão do Maranguape Foot-ball club, e o segundo, resultado de um oportuno passe do forward Guilherme Augusto, phayer do Rio Negro, foi marcado por Pacatuba, também do Maranguape. O único goal do Stella foi shoot de Pedro Riquet, um dos magníficos forwards do poderoso e sympathisado Stella. Actuou como referee o senhor Lucio Bauerfeldt, que foi imparcial nas suas deliberações”.


Final: Ceará SC 2 x 1 Stella FC.


Data: 07 de novembro de 1915, no Campo do Prado - Gols: Humberto Ribeiro e Pacatuba (Ceará SC); Pedro Riquet (Stella FC).


Ceara SC: Aldo; Meton, Garcia; Ninito, Silveira, Rola; Abreu, Pacatuba, Humberto Ribeiro, Gothardo e Guilherme.


Stella FC: Gilberto; Oscar Cabral, Oscar Loureiro; Carlos Alberto, João Gentil, Clóvis Holanda; Pedro Riquet, Clodoveu, J. Bruno, Walter Barroso e Walter Olsen.


Arbitragem: Lúcio Bauerfeldt


Artilheiro: Walter Barroso (Stella FC) – 6 gols


Renda e público: livre acesso


Classificação Final: 1º - Ceará Sporting Club 2º - Stella Foot-Ball Club 3º - Rio Negro Foot-Ball Club 4º - Maranguape Foot-Ball Club

Bi - 1916: Ceará SC 2 x 0 Maranguape FC.

Data: 06 de agosto de 1916, no Campo do Prado - Gols: Walter Barroso (2).

Ceará SC: Cearense; Gothardo e Meton; Padilha, Ninito e Silveira; Walter Barroso, Rola, Bolívar, Orlando e Mamede.


Maranguape FC: Houssel; Riquet e Carlito; P. Barbosa, João Gentil e Lúcio Bauerfeldt; Ademir, A. Rodrigues, Humberto Ribeiro, Brigido e Paraense.


Arbitragem: Oscar Loureiro

Artilheiro: Walter Barroso (Ceara SC) - 9 gols


Renda e público: livre acesso


Classificação Final: 1º - Ceará Sporting Club 2º - Maranguape Foot-Ball Club 3º - Stella Foot-Ball Club 4º - Rio Negro Foot-Ball Club 5º - Riachuelo Sport Club

Tri - 1917: Ceará SC 1 x 0 Stella FC.

Data: 8 de dezembro de 1917, no Campo do Prado - Gol: Gothardo.

Ceará SC: Aldo, Garcia e Gothardo; Célio, Carlito e Braga; Walter Barroso, Meton, Olsen, Mamede e Braun.

Stella FC: Gilberto; Riquet e Oscar Loureiro; João Gentil, Carlito e Clóvis; Arthur, Ademir, Clodoveu, J. Bruno e Paraense.


Arbitragem: José Silveira


Artilheiro: Braga (Ceara SC) - 7 gols


Renda e público: livre acesso


Classificação Final: 1º - Ceará Sporting Club 2º - Stella Foot-Ball Club 3º - Rio Negro Foot-Ball Club 4º - Maranguape Foot-Ball Club 5º - Hespéria Atlético Clube

Tetra - 1918: Ceará SC 2 x 0 Fortaleza SC.

Data: 17 de dezembro de 1918, no Campo do Prado - Gols: Walter Barroso e Enoch.

Ceará SC: Aldo; Garcia e Gracho; Célio, Carlito e Ninito; Walter Barroso, Meton, Mamede, Braun e Enoch.
Fortaleza SC: Quinderé; Peter e Riquet; João Gentil, Lúcio Bauerfeldt e Djalma; Clóvis, A. Oliveira, Humberto Ribeiro, Juracy e Pontes.


Arbitragem: Sílvio Gentil


Artilheiro: Walter Barroso (Ceara SC) - 14 gols

Renda e público: livre acesso

Classificação Final: 1º - Ceará Sporting Club 2º - Fortaleza Sporting Club 3º - Rio Negro Foot-Ball Club 4º - Hésperia Atlético Clube

Penta - 1919: Ceará SC 2 x 1 Fortaleza SC.

Data: 30 de novembro de 1919, no Campo do Prado - Gols: Walter Barroso [2] (Ceará SC); Humberto Ribeiro (Fortaleza SC).

Ceará SC: Aldo; Garcia e Gothardo; Célio, Braga e Aluísio; Walter Barroso, Mamede, Braun, Enoch e Cearense.

Fortaleza SC: Quinderé; Peter e Riquet; João Gentil, Lúcio Bauerfeldt e Nelsinho; José Raymundo, Arthur, Humberto Ribeiro, Juracy e Pontes.

Arbitragem: Oscar Araripe

Artilheiro: Humberto Ribeiro (Fortaleza SC) – 14 gols

Renda e público: livre acesso

Classificação Final: 1º - Ceará Sporting Club 2º - Fortaleza Sporting Club 3º - Guarany Athletic Club 4º - Bangu Athletic Club 5º - Hespéria Atlético Clube
1922 – Surge a rivalidade entre Ceará e Fortaleza


Foi em 1922, ano do centenário da independência do Brasil: todos os clubes estavam muito motivados para ganhar o título estadual, devido à data comemorativa. Em especial o Fortaleza queria ganhar o Campeonato Cearense para ser tricampeão, mas o Ceará ficou com o título nesse ano e muitos cronistas marcam essa data como o surgimento da rivalidade entre os clubes.


No Torneio Início o Ceará foi campeão facilmente, mas no começo do estadual acabou perdendo de uma goleada histórica, 6 a 3, para o Fortaleza. Na final o Fortaleza entrou em campo favorito, tanto que antes do jogo a diretoria pensou em reservar um jantar em um fino restaurante da cidade. Jogando pela vitória, entretanto, o Fortaleza perdeu o equilíbrio emocional e consequentemente perdeu o jogo por 4 a 1, e o Ceará sagrou-se campeão estadual, impedindo o tri do rival. Depois do jogo o elenco do Vovô foi comemorar a vitória no mesmo restaurante em que o Fortaleza havia pensado reservar as mesas para seu time, com as mesmas reservas.


Esse fato foi comentado na cidade na época, e a rivalidade entre Ceará e Fortaleza extrapolou desde então: num jogo entre os clubes em 1923 foram registrados vários incidentes, como torcida invadindo o campo e jogadores dos dois rivais brigando.[16][17]
1949 à 1953 – Maior tabu em Clássicos-Rei


Foram 17 jogos sem perder do seu maior rival, no maior tabu já visto no estado. O tabu começou em 1949 e terminou em 1953, sendo o maior tempo sem perder para o rival, 5 anos, e sendo também o maior número de jogos, 17. [18]
1964 à 1969 – A melhor colocação na Série A e a Taça do Norte-Nordeste


Em 1964 o Ceará chegou às semifinais da Campeonato Brasileiro, sendo sua melhor colocação na Série A. O alvinegro cearense foi campeão do Grupo Nordeste e da Zona Norte, só sendo eliminado da competição pelo Flamengo. Com essa trajetória, o Vovô conseguiu o terceiro lugar na competição.
Ceará 1x2 Flamengo
Flamengo 3x1 Ceará


Em 1969, o Ceará conquistou o Torneio Norte-Nordeste. O primeiro jogo foi contra seu rival, Fortaleza, onde o alvinegro ganhou por 3 a 0. No último jogo, contra o Remo, o Ceará venceu por 3 a 0 na capital cearense, gols de Gildo, Magela e Zezinho. O time campeão estava formado por: Ita; Daniel, Cícero, Laudenir e Carlinhos; Magela e Gojoba; Chiclete, Zezinho (Didi), Gildo e Osmar. A partida foi apitada pelo paulista Romualdo Arppi Filho. Final
Remo 2 x 1 Ceará
Ceará 3 x 2 Remo
Ceará 3 x 0 Remo


Ceará campeão do Torneio Norte-Nordeste de 1969.
1975 à 1978 – Tetracampeão cearense


No período de 1975 a 1978 o Ceará conquista o tetracampeão cearense de futebol.


Em 1975, o Ceará era treinado por Fernando Façanha e sagrou-se campeão estadual no estádio Castelão com uma vitória por 2 a 0 sobre seu maior rival, o Fortaleza. Nesse ano o Ceará marcou 34 gols e sofreu 7 e foi o campeão em rendas, com um total de 2 132 295 cruzeiros.[19] Em 1976 o Ceará jogou 35 vezes e sofreu apenas uma derrota. A final foi jogada contra o Fortaleza no estádio Castelão e terminou com o placar de 1 a 1. Com esse empate o Ceará sagrou-se bicampeão cearense.[20]


Em 1977 o Ceará sagrou-se mais uma vez campeão, vencendo dois dos três turnos. No primeiro jogo da final conseguiu uma goleada de 6 a 0 sobre o Fortaleza e no segundo jogo empatou por 0 a 0 com o mesmo. Depois do tri, o Vovô partiu para o tetra. As coisas, contudo, não aconteceram como os alvinegros imaginavam. O time perdeu o turno inicial para o Fortaleza. O presidente Eulino Oliveira tomou uma decisão inusitada e muito questionada: convidou para treinar o time no segundo turno Moésio, o Paim, um dos mais importantes nomes da história do arquirrival. A jogada surtiu efeito, pois foi o grande articulador da conquista do campeonato. Montou um esquema impecável, reeditando seu consagrado quadrado de ouro, formado pelo trio do meio-de-campo e mais o atleta Tiquinho. A conquista do título aconteceu em 28 de dezembro, diante de 47 340 pagantes. Foi Tiquinho quem, aos 45 minutos do segundo tempo, fez o único gol do jogo. Naquele dia Moésio mandou a campo Sérgio Gomes; Júlio, Artur, Darci e Dodô; Edmar, Erasmo eAmilton Melo; Jangada, Ivanir e Tiquinho.
1991 à 2000 - Década alvinegra
Torcida alvinegra lidera


A década de 90 marcou a história do Ceará. Foram 7 títulos estaduais, sendo um tetracampeonato, além de um sucesso na arquibancada. O alvinegro liderou toda tipo de estatística de público no estado, de 1991 à 1999, a torcida alvinegra ficou em primeiro lugar, em média de público, de 1991 à 1996, seis anos seguidos, nenhum outro clube conseguiu tal marca no estado, e em 1998 e 1999.
O vice-campeonato da Copa do Brasil


Na disputa da Copa do Brasil de 1994, o Ceará começou eliminando o Campinense da Paraíba, e em seguida conseguiu desclassificou o então bicampeão brasileiro Palmeiras(time de Edmundo, Evair, César Sampaio, Mazinho, entre outros). Na sequência o alvinegro despachou o Internacional de Porto Alegre, depois o já extinto Linhares, do Espírito Santo, nas semifinais, e chegou, pela primeira vez, à final de um título nacional. A equipe acabou perdendo o último jogo para o poderoso time do Grêmio, de jogadores Carlos Miguel da Silva Júnior e Ivanildo Duarte Pereira e com Luiz Felipe Scolari como treinador da equipe gremista no Estádio Olímpico. O alvinegro foi prejudicado por um erro do árbitroOscar Roberto Godói, um pênalti não validado e uma expulsão controversa por reclamação pela marcação da referida penalidade pelo jogador Sérgio Alves.[21][22] Em caso de conversão desse pênalti (aos 30 minutos da etapa final), o time cearense jogaria pelo empate durante os quinze últimos minutos. Mas o vice-campeonato de 1994 deu ao Ceará o direito de disputar sua primeira competição internacional: a Copa Conmebol de 1995.[23]
A participação na Copa Conmebol de 1995


O Ceará foi o único time do estado a participar de uma competição internacional, a Copa Conmebol, representada pelas equipes que não conseguiram vaga para a Libertadores da América. O feito foi conseguido depois da campanha do vice-campeonato na Copa do Brasil de 1994. Apesar de ser eliminado na primeira fase, o alvinegro saiu invicto da competição.[24][25]


Jogo de ida



17 de outubro de 1995

Ceará

1 – 1

Corinthians

Castelão, Fortaleza


Fábio

Marcelinho Carioca (P)

Jogo de volta

2 de novembro de 1995

Corinthians

2 – 2
(7–6 pen)

Ceará

Pacaembu, São Paulo

Marcelinho Carioca (P)

Clóvis

Sérgio Alves

Márcio Alan

Segundo tetracampeonato estadual (1996 à 1999)


No período de 1996 a 1999 o Ceará conquistou outro tetracampeonato. Em 1996 o alvinegro cearense conquistou o título após ganhar a final contra o Ferroviário por 2 a 1. O gol do título só foi marcado aos 44 minutos do segundo tempo, quando o chute de Jaime foi desviado por Betinho para dentro do gol. Em 1997 o Ceará conquistou novamente o campeonato ao bater o Fortaleza na final. O jogo só foi decidido na prorrogação, após empate em 2 a 2 no tempo regulamentar. Aos 13 minutos do primeiro tempo da prorrogação, após a cobrança de um escanteio, Mário César, de cabeça, fez o gol do título para o Ceará.


Em 1998 o Ceará decidiu o título contra o Ferroviário, perdendo o segundo jogo por 2 a 1 e vencendo na prorrogação por 1 a 0. O ano de 1999 foi marcado pela segunda conquista de um tetracampeonato na história do clube. Na final, em 21 de julho, o adversário foi o novato Juazeiro. O placar de 0 a 0 garantiu a conquista.
2000 à 2011 - Torcida alvinegra é fiel


Apesar de ver o rival vencer a maioria dos estaduais da década e subir para a Série A, a torcida alvinegra não se abalou com a situação do clube e liderou a maioria das estatísticas de público do Brasileirão, contando apenas os clubes cearenses. Em 2006, mesmo com o rival na Série A, a torcida alvinegra conseguiu bater a torcida tricolor na arquibancada. Em 2010, o rival conquistou seu inédito tetracampeonato estadual, porém, a torcida alvinegra foi a que mais compareceu aos estádios neste ano.
O retorno, a permanência e o rebaixamento da Série A


Na Série B de 2009 o Vovô de Porangabussu conseguiu o acesso a Série A , com uma campanha memorável com 19 vitórias, 11 empates e apenas 8 derrotas,[26] voltando àSérie A do Campeonato Brasileiro depois de dezesseis longos anos sem poder disputá-la, levando 429.722 pagantes para o estádio nos 19 jogos realizados em casa, obtendo assim a segunda melhor média de público (22.617 pagantes por jogo) daquele ano e, ainda, a segunda melhor arrecadação do ano, 5.7 milhões de reais.[27]







Ceará 0x0 Corinthians. Série A 2010.


Em 2010, no seu retorno a Série A, o Vovô surpreendeu a todos no início do Brasileirão 2010. Durante o campeonato, o Ceará ficou 11 rodadas no G4, sendo 4 delas na vice-liderança. O alvinegro cearense terminou a competição na 12º colocação conseguindo vaga para a sua segunda participação em competições internacionais, a Copa Sul-Americana 2011 e continua sendo o único time do futebol cearense que disputou competições internacionais.


Em 2011, no Brasileirão, o Vozão amargou o rebaixamento, que veio na última rodada, com uma derrota para o Bahia, em Salvador. O Ceará acabou na 18ª posição.
O 40º título estadual na melhor campanha já vista


Em 2011, o Vovô alcançou seu 40º título do Campeonato Cearense, tendo um público 59% maior que o do rival, mesmo jogando alguns jogos em Horizonte, na melhor campanha já registrada por um clube cearense. O alvinegro cearense fez 65 pontos e perdeu apenas 3 partidas, nos 26 jogos que realizou. Venceu os dois turnos sem deixar dúvidas de que era o grande favorito ao título.
O terceiro lugar na Copa do Brasil e a participação na Sul-Americana


Em 2011, o Ceará disputou a Copa do Brasil e ficou em 3º lugar. O Vovô eliminou o Cuiabá, Brasiliense, Barueri e o Flamengo. Na semifinal, o Coritiba foi o adversário, porém, noPV, o jogo terminou empatado em 0 a 0, e no jogo de volta, em Curitiba, o Coxa levou a melhor e venceu o jogo por 1 a 0.


Também em 2011, o Vovô disputou a Copa Sul-Americana de 2011 e apesar de ter ganho o primeiro jogo contra o São Paulo, o alvinegro foi eliminado após perder o segundo jogo por 3 a 0, em São Paulo.
Recorde estadual de renda


O Ceará conseguiu a 2ª melhor média de público da Série A 2010, com 23.467 pagantes por jogo. O time recebeu em casa 445.869 pagantes nos 19 jogos. O Vozão conseguiu o 4º, 5º e 6º maiores públicos do Brasileirão 2010. Além de conseguir, pela primeira vez na história do futebol cearense, rendas superiores a 1 milhão de reais em uma única partida. No total, o Ceará arrecadou 7.43 milhões de reais no Campeonato Brasileiro de 2010, nenhum outro time cearense conseguiu arrecadar tanto em uma competição.
Recorde estadual de público


Com as ótimas campanhas em 2009 e 2010, o Vozão é o clube do estado que mais leva torcedores aos estádios. Em 2009, 649 mil pagantes viram o Ceará subir para a Série A. Em 2010, 600 mil pagantes assistiram aos jogos do alvinegro.


Nenhum time do estado levou tantos torcedores aos estádios em apenas 2 anos. Foram mais de 1.200.000 de pagantes, contando apenas o Cearense de 2009 e 2010, e os campeonatos brasileiros dos mesmos anos.
Recorde nacional com o goleiro Diego


Em 2010, o goleiro alvinegro, Diego, entrou para a história do futebol brasileiro ao ficar mais minutos sem sofrer gols na Série A. Foram 608 minutos, superando o ex-goleiro Washington, do Palmeiras, que ficou 533 em 1986. Diego não foi vazado contra Vitória, Goiás, Cruzeiro, Avaí, Atlético/MG e Corinthians, só voltando a sofrer um gol diante do Internacional, aos 16 minutos do 1º tempo.
2012-2013 O bicampeonato cearense


Em 2012, no Campeonato Cearense, o Vozão terminou a fase classificatória na liderança do estadual, com o melhor ataque, a melhor defesa, artilheiro e melhor média de público, campanha parecida com a do ano anterior. Nas finais, empatou em 0 a 0, e depois em 1 a 1 com o rival Fortaleza, por ter tido a melhor campanha do campeonato foi consagrado bicampeão cearense. Na Série B fez uma campanha fraca e ficou apenas na 11ª colocação.


Em 2013, aconteceu o retorno da Copa do Nordeste de Futebol, e o alvinegro eliminou grandes favoritos como o Bahia, na fase de grupos, e o Vitória nas quartas-de-final. Na semifinal, contra o ASA, empatou a primeira partida por 3x3, e no segundo jogo (em casa), a torcida alvinegra comprou 50 mil ingressos de forma antecipada para o jogo na Arena Castelão, perdeu a partida para o ASA pelo placar de 1x0 e acabou eliminado. Ainda no primeiro semestre vai lutar pelo tricampeonato no Cearense. O time disputa ainda a Copa do Brasil e a Série B.
Jogos Internacionais


(25/8/1949) Ceará 16 x 0 Sussex Trader


(13/7/1957) Ceará 4 x 0 Wanderers


(10/2/1964) Ceará 3 x 0 Suriname (Fora)


(12/2/1964) Ceará 5 x 0 Suriname (Fora)


(15/2/1964) Ceará 4 x 0 Suriname (Fora)


(16/2/1964) Ceará 3 x 0 Suriname (Fora)


(29/1/1971) Ceará 3 x 0 Sparta Praha


(31/1/1971) Ceará 4 x 0 Sparta Praha


(18/7/1996) Ceará 1 x 2 Peñarol


(06/5/2010) Ceará 1 x 1 PSV Eindhoven


Clássico-Rei
É assim chamado por colocar frente a frente as duas maiores forças do futebol cearense, Ceará e Fortaleza. O Ceará possui uma vantagem de 15 vitórias sobre o seu rival.

Fonte: wikipedia.org