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terça-feira, 23 de abril de 2013

Cearamor & Tuf - É Possível Conviver


12/02/2012

É possível conviver

Às vésperas do Clássico-Rei, os presidentes de TUF e Cearamor mostram que rivalidade não precisa rimar com ódio e violência gratuita

Já disseram que Ceará e Fortaleza são como água e óleo. Não se misturam. Um grande engano. Alvinegros e tricolores são rivais. Fato. Mas não precisam ser inimigos. E os presidentes das duas maiores torcidas organizadas do Vovô e do Leão deram uma prova disso.

Ontem, às vésperas do Clássico-Rei, Jeysivan Santos, da Cearamor, e Eliézio Afonso, da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF) estiveram no Presidente Vargas. Falaram do jogo, de violência, de prevenção e principalmente de paz.

Os dois planejam ações para evitar confusão antes, durante e depois da partida. Além disso, levarão uma faixa, que ficará na divisão das duas torcidas, pedindo um clima cordial entre os rivais.

“Qualquer problema é ruim para a gente. Prejudica a imagem da torcida e derruba a venda de produtos. Ninguém quer isso”, explica Jeysivan. “Vamos conversar com as lideranças dos bairros”, completa Eliézio.

Os dois estão dispostos a conscientizar os torcedores de que o foco é o apoio ao time. “Nossos últimos CDs nem têm músicas ofensivas e que citam o Ceará”, diz o presidente da TUF, no cargo desde 2010. “A perspectiva é a melhor possível. Já falamos para a policia dos pontos críticos (avenidas 13 de Maio e João Pessoas, além dos terminais de ônibus)”, lembrou Jeysivan.

Controle difícil

Cearamor e TUF integram hoje a recém-criada, mas ainda não oficializada, Federação das Torcidas Organizadas do Estado do Ceará (Fetece). Dizem querer contribuir para a diminuição da violência. Mas sabem que o controle é difícil.

Tanto Eliézio quanto Jeysivan reconhecem que as torcidas sobrevivem da venda de produtos. “E não há como controlar quem compra”, diz Eliézio, lembrando que muitas confusões são causadas por pessoas uniformizadas que não são de fato sócias das entidades. “Conversamos com os líderes, mas no grupo as vezes tem gente que não presta. Em torcida organizada tem de tudo”, diz Jeysivan.

A rivalidade, segundo ele, hoje pouco tem ligação com o futebol. São rixas dos bairros, de gangues, que acabam infiltradas nas organizadas e são apenas potencializadas no estádio ou nos arredores.

Eliézio e Jeysivan eram a favor de apenas 10% para o visitante. Mas agora, meio a meio, prometem fazer o máximo para que as autoridades não se arrependam da decisão. 

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